sábado, 21 de janeiro de 2012

Tentei ser um cristão.


“Em toda a minha vida, tentei ser um cristão”.

A frase acima não é de minha autoria, mas de um padre pernambucano, cujo nome não me recordo no momento. Sábias e honestas palavras.
Semanas atrás estive vasculhando alguma coisa interessante na internet, e me deparei com um imbecil que postou um vídeo no youtube. É mais um hunter da fama. Ele critica o natal taxando-o como uma festa hipócrita, onde familiares que nunca lembram de você durante o ano inteiro, ligam, ou mesmo aperecem em sua casa desejando feliz natal e toda sorte do mundo para o ano vindouro. Até aí nada demais. Só falou o óbvio. Mas no meio de tanta imbecilidade, eis uma pérola: “Hoje em dia falar o termo 'cristão hipócrita' chega a ser um pleonasmo”. Ora, convenhamos, é de tirar o chapéu.
Eu sei que Cristo não tem culpa alguma da nossa hipocrisia. Meu Cristo é mais uma vez vítima do que o catolicismo, protestantismo, evangelicalismo e tantos outros “ismos” fizeram com ele. A humanidade achou pouco a crucificação e terminou em multila-lo e desova-lo mundo à fora. Enfim, me diga com toda a sinceridade: Quem realmente consegue ser um cristão autêntico?
1) Quem é que vende os bens e vive em comum com os demais cristãos?
2) Quem é que ama o próximo como si mesmo?
3) Quem é que ama a Deus sobre todas as coisas?
4) Quem é que chora pela dor do próximo?
5) Quem é que adoece a alma motivado pela fome no continente africano?
6) Quem é que faz alguma coisa para acabar com a miséria no mundo?
7) Quem é que está mais interessado em ajudar ao próximo a fazê-lo crescer?
8) Quem é que não se importa em acumular bens (onde a traça e a ferrugem consomem)?
9) Quem é que considera os outros superiores a si mesmo?
10) Quem é que dá o outro lado da face para o agressor?
11) Quem é que ama seus inimigos?
12) Quem é que bendiz àquele que o maldiz?
13) Quem consegue viver em espírito?
14) Quem é que não comete adultério (mesmo que somente no coração)?

Fica a reflexão.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Os efeitos simbólicos da morte de Ceci Cunha para os alagoanos.


Da: Profª. Dra. Ruth Vasconcelos - coordenadora do Programa Ufal em Defesa da Vida.

Fonte: http://www.ufal.edu.br/noticias/2011/12/os-efeitos-simbolicos-da-morte-de-ceci-cunha-para-os-alagoanos

Há 13 anos a família de Ceci Cunha foi barbaramente golpeada pela ação do crime organizado no Estado de Alagoas; há 13 anos sua família sofre a dor de uma perda irreparável; há 13 anos, mais uma vez, a democracia em Alagoas foi gravemente ferida, e os 60 mil eleitores que elegeram Ceci Cunha, foram desrespeitados em seu desejo de tê-la como representante na Câmara dos Deputados; há 13 anos nós, alagoanos, convivemos com a impunidade de um crime que se tornou emblemático pela perversidade do feito; há 13 anos, nós que estudamos o tema da violência ficamos perplexos com a brutalidade de um crime que produziu imagens ainda hoje represadas em nossas memórias; há 13 anos, indignamo-nos pela ineficiência, insuficiência, morosidade, para não dizer descaso das instituições que teriam de apresentar à família de Ceci Cunha e à sociedade alagoana o imediato esclarecimento da chacina e a devida punição dos culpados desse crime hediondo que atingiu a honra de todos que defendemos a vida como um bem inalienável. Há 13 anos, experimentamos a sensação de desproteção e desamparo que ampliam a cada dia o sentimento de vulnerabilidade em nós que vivemos no Estado de Alagoas.

Estive presente na missa em celebração da morte de Ceci Cunha e dos familiares que também foram assassinados no fatídico dia 16 de dezembro de 1998, há 13 anos. Como coordenadora do Programa UFAL EM DEFESA DA VIDA, fiz-me presente, antes de tudo, num gesto de solidariedade à família, mas também para reafirmarmos o compromisso institucional da UFAL de fazer da educação um instrumento de promoção da cidadania e da defesa dos direitos humanos. É um desafio para nós educadores, inscrevermos na formação profissional dos nossos estudantes o compromisso com os valores éticos, humanitários, democráticos que pressupõe assumir uma postura de respeito ao outro como um sujeito de direitos.

Estive presente na missa representando o Programa UFAL EM DEFESA DA VIDA, mas também na condição de mulher, mãe, filha, irmã, amiga, educadora, enfim, assumindo a minha condição humana. Vivenciei esse momento com imensa tristeza e desolação. Estamos às vésperas do Natal e pensei quantas noites de Natal a família de Ceci viveu amargando a dor da perda e o desamparo produzido pela impunidade. Senti profundamente pelos seus filhos, sua irmã e amigos presentes. Fiquei comovida e chorei pelos filhos de Ceci Cunha que, a despeito de terem perdido sua mãe numa idade em que a presença maternal ainda é tão importante, tiveram a possibilidade de atravessar essa tragédia mantendo a dignidade e a esperança de verem a justiça sendo feita, ainda que tardiamente.

Nessa missa também lembrei as milhares de famílias que perderam seus entes queridos e vivem, assim como a família de Ceci, a tristeza não só da perda, mas também da impunidade. No dia 16 de Janeiro de 2012 está marcado o Júri Popular para finalmente fazermos a justiça nesse caso de Ceci Cunha. É lamentável que tenhamos mantido essa ferida simbólica aberta há 13 anos, sem uma resposta judicial.

Nós, que defendemos a vida, precisamos ficar vigilantes para que não haja mais adiamentos nesse julgamento; e para que todos que um dia ceifaram a vida de alguém, de forma direta ou indireta, não fiquem impunes, pois a impunidade tem um forte efeito de desagregação e desestruturação da sociedade. É preciso dizer que, se a violência produz o efeito de “rompimento da coesão” psíquica e social, a única forma de sua restauração é a punição dos culpados. Como afirma a psicanalista Maria Laurinda de Souza, “O ato de justiça conserta a ruptura da ordem social, confirma a validade da lei e, por conseguinte, a própria ordem legal” (2005, p. 58).

É um perigo para os destinos de uma sociedade quando um crime não tem como resposta a punição; pois, a punição é a condição para que todos reconheçam o código civil e penal como dispositivos legais que garantem a proteção e a regulação social. Sem esses dispositivos não podemos falar em democracia. Então, temos um longo caminho pela frente para que possamos dizer que vivemos, efetivamente, a democracia no Estado de Alagoas. Comecemos fazendo justiça no Caso de Ceci Cunha; mas, paralelo a esse, vamos buscar fazer justiça aos milhares de assassinatos que estão absolutamente impunes em nosso Estado. Esse é um desafio inadiável!

domingo, 11 de dezembro de 2011

A nova investida "Diaglóbica"


A podre e imunda Rede Globo está lançando um evento com cantores gospel que será televisionado ao Brasil inteiro. Muitos estão dizendo: "Aleluia! Deus está operando na Globo". Mas o fato é puramente comercial e enganador. É uma forma de ganhar o público evangélico, para:

a) Não sei se vocês estão percebendo, mas a Som Livre (que pertence ao grupo Globo) está produzindo CD's de cantores gospel. Qual o interesse? Pela ética cristã, não podemos adquirir CD's piratas. Embora tenha muitos evangélicos que não seguem essa ética, mas a maioria compra CD's originais. Assim, o lucro obtido é exorbitante para a indústria sonográfica hodierna (que tem tido prejuízos dantescos por causa da pirataria). Em resumo: INTERESSE COMERCIAL;

b) A Rede Globo ganha a confiança dos "evangélicos gospel modinhas" para continuar a lançar sua podre filosofia e estilos de vida, embasados no Espiritismo Kardecista e na filosofia humanista. Desta feita, ganha espaço suficiente para adentrar às igrejas, no intuito de destruí-las. Ao fazer isso, a Rede Globo incorpora a figura do "lobo travestido de cordeiro".

Não condeno os cantores gospel que participarão deste evento; até porque eles estão sendo ingênuas vítimas do real interesse da Globo. Ingenuamente, pensam "ser uma oportunidade ímpar de falar de Jesus a todo Brasil" - muito embora, infelizmente, alguns participarão no interesse (não declarado) de alavancar ainda mais suas carreiras.


Meus irmãos, muito cuidado com essa investida diabólica (ou melhor, diaglóbica). Estejam vigilantes! NADA, ABSOLUTAMENTE NADA QUE VENHA DA REDE GLOBO PODE SER VISTO COM BONS OLHOS.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Sobre a laicidade do Estado.


Dou graças ao Pai que o nosso país é laico. Quando me perguntam se eu gostaria que a política brasileira fosse embasada nos princípios cristãos, muitos se chocam quando respondo NÃO. Muitos pensam que eu não creio que os princípios cristãos sejam bons à humanidade. Mas a questão não é essa.

Ao responder negativamente, baseio-me na seguinte premissa: "O livre arbítrio é um dom de Deus; e estabelecer uma 'religião oficial' a um país - mesmo que seja a cristã - é ir de encontro ao livre-arbítrio, e, portanto, um desrespeito à Sua vontade (que é boa, perfeita e agradável)".

Entrementes, creio ser a laicidade a melhor opção.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

E viva o fracasso!!


Admita: você é um um fracasso! Sua vida não corresponde aos padrões do mundo. O mundo espera que você faça o que ele prega. Quer que compre o que ele propagandeia; quer que se comporte da maneira que ele adestra; quer que você introjete o pecado no seu dia-a-dia; quer que você faça do seu corpo um mero objeto de desejo e outdoor ambulante de grifes de roupas; quer que você seja consumista e passe a desejar as coisas que “a traça e a ferrugem os consomem, e onde os ladrões minam e roubam”, e assim fazer com que se esqueça dos tesouros celestiais. Enfim... você é um fracassado, pois não presta para este mundo!
O mundo quer ditar seu nível de felicidade pelo consumo. Quer que você pense: “Se tenho dinheiro, posso consumir; e se posso consumir, então sou feliz!” Um dia desses, estive pensando no seguinte: O cristão, muitas vezes de maneira mecânica, abre a boca e diz: “Jesus Cristo me é suficiente; Ele é o motivo da minha felicidade”. Mas quando passa por alguma dificuldade financeira, logo a tristeza lhe bate o peito.
Meu irmão, não permita que a sua situação financeira dite o seu estado de felicidade. Faça com que a sua felicidade plena esteja tão somente no fato de estar ETERNAMENTE SALVO! Os primeiros cristãos entendiam perfeitamente isso. E não à toa, são exemplos para nós até os dias de hoje: pois não se deixaram levar pela lógica do acúmulo de bens. Pelo contrário, “vendiam suas propriedades e bens e os repartiam por todos, segundo a necessidade de cada um” (At. 2. 45). Eles entendiam que este mundo era um fracasso; e que eles, aos olhos do mundo, eram fracassados. Eram incompatíveis. Nada mais lhes importava, a não ser a pátria celestial.
Dou graças ao meu Deus por ser um fracasso aos olhos do mundo, pois não dou aquilo que ele tanto quer de mim: o meu estado de felicidade.

Então... viva o fracasso!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Predestinação: crer ou não?


Achei fantástica as palavras do Rev. Augustus Nicodemos na reportagem dada ao portal creio.com.br
Sobre a predestinação ele diz:“Você pode dizer que não entende a predestinação, mas dizer que ela não é bíblica você está errado (...) Ninguém vai pro céu sob a condição de acreditar na predestinação. Você é predestinado mesmo que não acredite. Pelo menos não diga que não é certo. É bíblica, a gente não sabe direito como resolver."

Colocação por demais coerente.
Parabéns reverendo.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Motivos Incômodos


Os motivos não tem conexão um com o outro, a não ser pelas heresias propagadas. Ei-las:

a) Sobre a provisão de Deus.

A bíblia nos desafia a crer que se Deus cuida das aves dos céus “que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta” (Mt. 6. 26), quanto mais a nós, que valemos mais do que elas. Sei que é verdade, não duvido, porém não deve ser essa a razão principal de procurarmos a nos apegar a Deus, mas a salvação de Cristo, que nos é suficiente em todos os sentidos, mesmo que a provisão divina não venha sobre nós. Isto fica evidenciado no célebre texto de Habacuque 3: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto nas vides; ainda que falhe o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que o rebanho seja exterminado da malhada e nos currais não haja gado. Todavia eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação. Isto mesmo: se alegrar mesmo que tudo venha a dar errado no plano material, pois a salvação é motivo mais que suficiente para nos alegrarmos. Fico a imaginar o que a desgraçada da Teologia da Prosperidade tenha a dizer sobre este texto.

b) Sobre o Sábado.

Me veio, também, a lembrança repentina de um amigo que me contou sua conversa com um pastor adventista. Meu amigo o perguntou: “nós presbiterianos não guardamos o sábado. Nós iremos ao inferno por isso?” ao que o pastor respondeu: “- vai, vai passar a eternidade no inferno”. Será que para essa gente Cristo não foi suficiente? A lei ainda tem efeito da salvação? Cristo não veio para substituir a lei? A bíblia nos diz que os discípulos se reuniam no primeiro dia da semana (At. 20. 7), e não no sábado. Pergunto: os discípulos estão no inferno? O nosso próprio Senhor Jesus não guardou o sábado e ainda defendou seus discípulos que trabalharam nele (Mt. 12. 8, 11 e 12). Pergunto novamente: nosso Senhor Jesus está no inferno?

c) Sobre o Espírito Santo.

Certa vez outro amigo me contou que o maior nome da Igreja Assembleia de Deus (AD) em Alagoas, Pr. José Neco, uma vez proferiu as seguintes palavras: “Se quiserem sair da Assembleia, fiquem à vontade; só não sei dizer se as outras igrejas têm o Espírito Santo”. Eu não sei dizer se a Assembleia de Deus, como denominação, compactua com essa opinião, ou se se isto foi apenas a opinião pessoal do Pr. José Neco. Se isto for a opinião geral da AD, posso considerá-la como uma igreja séria? Passei 30 anos de minha vida achando sê-la séria, mas se isto for a opinião denominacional, tenho que descartá-la de minha lista de igrejas sérias.

d) Sobre o batismo no Espírito Santo.

Certa vez o mesmo amigo que me contou o fato anterior a este, me disse que foi batizado no Espírito Santo, e que este Espírito “entrou pelo dedão do pé”, quando este estava de joelhos. Ora, a bíblia nos fala que o Espírito Santo veio sobre Cristo (Mt. 3. 16), ou seja, veio de cima (sobre). Outro fato foi o dia de pentecostes, quando “de repente veio do céu um ruído, como que de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados” (At. 2. 2). Mais uma vez veio de cima (do céu). Posso considerar seu batismo como do Espírito?