segunda-feira, 12 de março de 2012

Em Defesa da CENSURA!


Por: Solano Portela*

Fonte: www.tempora-mores.blogspot.com


As aberrações televisivas recentes, no programa Global Big Brother – com a devassa da intimidade e a devassidão invadindo a intimidade dos lares, bem como as baixarias costumeiras de outros programas de nível sub rasteiro (como os liderados por Luciana Gimenez, Ratinho, pela “turma do Pânico na TV”, etc.), acordaram várias vozes de protesto. Tivemos condenações advindas do mundo evangélico, bem como de alguns segmentos católicos (vide o pronunciamento do Bispo Dom Henrique Soares, repercutido em vários blogs). Até a imprensa secular, talvez hipocritamente, mas talvez movida pelos últimos resquícios de um sentimento de autopreservação da sociedade, objetou ao estado de amoralidade no qual nos encontramos. Tudo isso levanta, novamente, o debate sobre a pertinência da censura.
Como cristãos, o que podemos dizer da censura? Qual deve ser nossa posição perante esse fantasma, sempre contraposto à “liberdade de expressão”? A visão generalizada é a de que censura significa repressão, perda de liberdade. Nesse pensamento, qualquer coisa, qualquer tema, por mais amoral ou destrutivo que seja à sociedade pode ser impresso e divulgado e ai de quem ouse afirmar que deveriam existir controles e proteção a segmentos dessa mesma sociedade. Sob a bandeira da liberdade política, de ação, ou de expressão, preserva-se a liberdade da disseminação da promiscuidade e de toda queda de princípios morais universalmente reconhecidos – aqueles que procedem e foram estabelecidos pelo próprio Deus, quer de forma objetiva e propositiva nas Escrituras (Sl 119.4, 142 e 128), quer aqueles impressos nas mentes das pessoas – naquilo que chamamos de consciência (Ro 2.14-15) – por terem sido criadas à imagem e semelhança de Deus.
Na realidade, o que acontece quando o tema da censura é debatido é que estamos sendo constantemente bombardeados com pelo menos duas falácias pelos meios de comunicação e terminamos absorvendo conceitos que não se sustentam, nem encontram abrigo na visão cristã de mundo. São eles:
1. “Cada um de nós decide o que é bom, válido e correto para nossa pessoa e família”. Consequentemente, qualquer forma de censura é errada, pois temos de nos expor a tudo para então tirarmos nossas próprias conclusões.
2. “Não temos o direito de impingir nossas conclusões ao próximo”. Consequentemente, todas as coisas são permissíveis nos meios de comunicação, para reservar a "liberdade de expressão".
Essas afirmações são enganosas, porque são “meias verdades”. Nas questões não morais, o cristão poderia até aceitar esse raciocínio (exemplo: o que comer, conforme o desenvolvimento e diretrizes de Paulo sobre esses assuntos em Romanos 14 e 15), mas na realidade não é o homem, mas a Bíblia que estabelece os padrões morais de Deus; a distinção entre o certo e o errado.O Salmo 19.7-9 nos mostra a realidade e a excelência da Lei de Deus. É verdade que temos no meio dos cristãos toda uma geração enfraquecida pela falta de entendimento e rejeição dessa Lei, mas a Palavra de Deus constantemente nos alerta para que não sejamos enganados. Ela diz:
Não vos enganeis...
1 Coríntios 6.9,10: “... nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus”. Vejam que enquadram-se nessa condenação não somente o conteúdo da maioria dos programas de televisão, que invadem os nossos lares, como também vários de seus autores – principalmente das novelas. Notem a constância com que elas impingem personagens travestidos, grotescamente procurando passar a ideia de que isso é algo não somente presente na sociedade, mas também uma postura natural e desejável.
1 Coríntios 15.33: “as más conversações corrompem os bons costumes”. A palavra traduzida por "conversações" é a palavra grega homilia e significa, também, companhias, associações e comunicações, discursos. Vemos, portanto, o papel crucial da má comunicação na dissolução dos costumes.

Se dizemos que aceitamos a Bíblia como normativa e fonte mestre de comportamento, temos que nos curvar às seguintes conclusões:

1. Tudo que é contrário à Lei Moral de Deus deve ser rejeitado. Compete também aos Cristãos defenderem o ponto de vista de que esta rejeição deve fazer parte da estrutura básica da sociedade em que vivemos. Temos obrigação de proclamar este princípio, de denunciar imoralidades onde estas estão presentes (Sl 119.53 e 136). Democracia não significa subjetivismo na formação de leis, mas uma forma administrativa de nos regermos dentro da Lei.
2. Temos, assim, que ser a favor de algum tipo de censura, na medida em que esta venha a expressar o cumprimento da lei moral de Deus – no seu aspecto horizontal do relacionamentos e limites necessários ao convívio social e aos direitos dos semelhantes. Temos, também, que ser contra a censura, na medida em que a censura se desviar desta linha e procurar apenas promover os pontos de vista não morais, sociais, ou políticos dos homens.

3. Não podemos aceitar o falso argumento de que se não quisermos dar ouvidos ou atenção a qualquer tipo objetável de comunicação basta não sintonizar ou não ler. Numa sociedade sem limites ou controles, somos agredidos diariamente no nosso caminhar ou em nossos lares. São bancas de revistas com a imoralidade explicitamente escancarada; outdoors ofensivos que atingem velhos e crianças sem distinção; inferninhos e casas de prostituição que abrem as portas em qualquer lugar e funcionam sem serem incomodadas sob as vistas cegas ou convenientemente embaçadas no embalo do propinoduto brasileiro; são vizinhanças que vão se deteriorando com a exposição total e agressiva de carne humana, no mercado de corpos vivos.
A censura e o estabelecimento de limites nessas áreas representam tão somente uma extensão lógica da auto-preservação de uma sociedade que cuida de si mesma. Os padrões para esse tipo de censura têm de estar enraizados não no subjetivismo dos censores (pessoas falíveis), mas na Lei Objetiva da Terra, que deve, por sua vez, refletir a Lei de Deus.

Muitos têm usado a diretriz bíblica de examinar tudo (1 Ts 5.21-23) como desculpa para receber e abrigar toda sorte de impurezas pelos meios de comunicação, em uma espécie de vale-tudo amoral. Ocorre que este texto bíblico não nos leva a uma exposição indevida a todo o tipo de lixo. Pelo contrário, ele nos direciona a confrontar as coisas que se atravessam à nossa frente e a rejeitar o que é impróprio, inadequado ou prejudicial. Não precisamos comer uma comida estragada para saber que ela não presta, pelo cheiro podemos conhecer o que é mau ou está estragado. Além disso, a própria continuidade do texto mostra a necessidade de fugir da aparência do mal. Não podemos, pois, estar envolvidos com o mal, sob o pretexto de estarmos examinando a questão.

Sou, portanto, defensor de algum tipo de censura que poupe os nossos filhos e as nossas famílias, hoje prisioneiras de uma sociedade amoral e insolente. Elas precisam ser poupadas do estímulo à sexualidade precoce; do mau gosto das relações sexuais diárias trazidas pelas novelas à mesa de jantar; dos anúncios que se intrometem em programas, selecionados pelo suposto conteúdo de mérito, trazendo o sexo e inversões sexuais agressivas como arma de venda; e de tantas outras situações que apelam aos sentimentos mais rasteiros e egoístas da natureza humana. Esta sociedade se preocupa muito em preservar supostas “liberdades”, mas se autodestrói (Pv 5.22-23) esquecendo as pessoas que a compõem e os valores que realmente precisam ser protegidos.

* Solano Portela é Presbítero da Igreja Presbiteriana do Brasil, membro da Igreja Presbiteriana de Santo Amaro, em São Paulo, graduado em Ciências Exatas, fez o mestrado no Biblical Theological Seminary (EUA, 1974). Solano Portela, além de suas atividades no campo empresarial, em São Paulo, é escritor, tradutor e conferencista. Tem tratado de temas da atualidade à luz da Teologia Reformada do século XVI, com fidelidade à Palavra de Deus.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Se ficar o bixo come, se ficar o bixo pega...


Pequeno artigo escrito pelo pastor Augustus Nicodemus, chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Fonte: http://tempora-mores.blogspot.com/search?updated-max=2012-02-24T20:02:00-02:00&max-results=5


O ateísmo fundamentalista e o avanço dos muçulmanos são ameaças à Igreja de Cristo. Na verdade, sempre foram, na longa história da Igreja Cristã. E cada geração precisa se preparar para encarar estes desafios antigos.

Mas o neopentecostalismo que se mistura com cultos afro, misticismo, paganismo, mercado religioso e promove a teologia da prosperidade me parece ser, no momento, um desafio muito maior para a Igreja brasileira, pois vem de dentro, passa uma imagem distorcida dos evangélicos para a sociedade, rouba nosso vocabulário, nossa Bíblia, nossa liturgia e nossos membros.

Pastor Yousef Nadarkhani

Não podemos apenas admirar este homem de Deus. Temos que orar pela sua libertação, assim como os crentes narrados no livro de Atos fizeram com o apóstolo Pedro: "Pedro, pois, estava guardado na prisão; mas a igreja orava com insistência a Deus por ele" (At. 12.5).

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Predestinação X Livre-arbítrio (por Augustus Nicodemus)

Quem puder dar uma olhadinha em outros artigos postados aqui, verão a dualidade teológica que até hoje frita meus miolos: Calvinismo X Arminianismo. Essa resposta de Nicodemus retrata muito bem essa minha dualidade. Tem dias que acordo calvinista e tem outros que acordo arminiano. Mas confesso que fiquei tranquilo ao saber que isso também incomoda o próprio Nicodemus.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Transformação.


Texto produzido para a mensagem na CB Redenção, no dia 19 de Fevereiro de 2012.

“E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”. (Rm. 12. 2)

Neste texto, eu poderia me deter na frase inicial: “E não vos conformeis a este mundo”. Mas desde ontem, quando meu pai me deu a incumbência de pregar, eu pedi a Deus que me orientasse a respeito do que falar. E a resposta foi: transformação.

Transformação é uma palavra que pode ser aplicada em várias esferas. Poderíamos falar em transformação social, transformação corporal, transformação situacional, transformação de um ambiente... mas gostaria de me deter num tipo de transformação inicial que desencadeia mudanças em outras esferas: a transformação mental. O texto que lemos a pouco, fala do poder de transformação quando renovamos nossas mentes. Já diz o adágio popular que tudo na vida depende da ótica que lançamos sobe um fato. Diante da morte de um ente querido, por exemplo, podemos nos revoltar com Deus, ou podemos nos tranquilizar e simplesmente entender os seus desígnios. Diante de um problema que enfrentamos na vida (quer seja financeiro, de saúde, ou de relacionamento) podemos tão somente desesperar, ou podemos nos apegar a Deus mais firmemente, sabendo que Ele é poderoso para solucionar o que nos aflige. Do contrário também é verdadeiro. Em nossas alegrias, podemos nos esquecer de Deus, ou podemos nos lembrar Dele e convidá-lo a fazer parte da festa. Enfim, tudo (ou quase tudo) na vida depende da ótica que lançamos sobre os fatos que nos ocorrem. Mas uma coisa é certa: quando renovamos nossas mentes, ocorre transformação. Essa transformação faz toda a diferença. Não apenas muda nosso comportamento diante das situações, mas muda a situação em si. Muda o ambiente, muda a percepção das pessoas em relação a nós, transmitimos segurança e paz para aqueles que nos cercam, salvamos uma amizade, deixamos de fazer inimizades, enfim, transforma toda uma situação, e todo um ambiente. O clima ao nosso redor fica mais leve.

Se prestarmos bastante atenção, a bíblia joga a incumbência de transformação a nós. Mas para que possamos alcançar essa transformação, precisamos, inicialmente, fazer uma coisa: não se conformar com este mundo. Se conformar com o mundo significa seguir a lógica dele. Explico melhor: a) se alguém te fizer um mal, o mundo manda devolver na mesma moeda; b) se alguém te odeia, o mundo manda odiá-lo também; c) se alguém te maldiz, o mundo ordena que a maldiga também; d) se alguém te seduz, o mundo manda que não percas a oportunidade. Mas bem sabemos que a lógica de Cristo é totalmente contrária à lógica mundana: a) Cristo orienta-nos abençoar quem nos amaldiçoa; b) Cristo nos orienta amar quem nos odeia; c) Cristo nos orienta bendizer quem nos maldiz; d) Cristo nos manda fugirmos das tentações.
Mas, não se conformar com o mundo vai além disso. Satanás e o mundo trabalham juntos no único intuito de nos desviarmos de Deus. Isto porque, se nos desviarmos de Deus, nunca poderemos experimentar "a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus". E viver neste mundo sem saber a vontade de Deus, é viver perdido, sem rumo, nem direção.

Uma verdadeira transformação vai além do que imaginamos. Sempre costumamos medir as consequências da nossa transformação. Medimos como passaria a ser o formato das nossas relações depois da transformação, mensuramos como a nossa própria natureza seria, e como nos comportaríamos nas mais diversas situações da vida. Mas a verdade, é que a expansão da transformação vai muito além do que imaginamos. Em Efésios 3.20, a palavra de Deus nos diz: “Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera”. Assim, se pedirmos a Deus transformação, ela será feita de uma forma muito mais ampla, e talvez diferente daquilo que mensuramos. Por isso, ouso dizer que nunca se está plenamente preparado para as mudanças realizadas por Deus.

No dicionário, transformar significa “tornar diferente do que era”. Ora, nós, seres humanos, só nos sentimos confortáveis nas situações em que conhecemos bem. Só sentimos plena segurança quando sabemos bem onde pisamos. Temos a tendência de sermos racionais em absolutamente tudo que fazemos. Foi Deus quem nos fez assim. Porém, quando nos tornamos diferentes do que éramos, não sabemos exatamente as consequências que virão. Ficamos não apenas desconfortáveis, mas inseguros. O simples fato de não sabermos o que virá pela frente, já nos causa uma certa apreensão, e talvez temor. É assim quando mudamos de emprego, é assim quando uma mãe está para ganhar seu primeiro filho, é assim quando nos casamos, e também é assim quando pedimos a Deus uma real transformação. Sinceramente, às vezes, somos tentados a não pedirmos a Deus transformação alguma. A inércia é uma tendência imanentemente humana. - “Para quê mudar? Está bom assim! É só fazer a minha parte e nada sairá dos meus planos!” - pensa o "homem natural".

Ora, este pensamento pode ser normal para os seres humanos comuns, mas não aos incomuns (ou seja, àqueles que tiveram um encontro com Cristo). O próprio fato de vivermos pela fé já mostra que não mais queremos estar na inércia. Geralmente, só optamos viver pela fé quando a situação nos é adversa e quando nos sentimos incompetentes diante da triste situação que vivemos. Bem diferente ocorre quando estamos numa situação confortável. Não queremos que aconteça transformação alguma. Lembro-me bem do livro “Prepare-se Para a Chuva” do Pr. Michael Catt. No início de seu livro, ele narra o fato de que era pastor de uma grande igreja, e que nesta igreja, todos os domingos, havia conversões. Como consequência disso, grande era o número de batismos. Tudo levava a crer que estava na mais perfeita ordem, que a transformação já estava acontecendo. Mas na verdade, aquilo não passava de uma transformação superficial. Vocês querem saber o resultado da profunda transformação na vida daquela igreja? Simplesmente saiu desta igreja os filmes evangelísticos “A Virada” e “Desafiando Gigantes”, onde este último (Desafiando Gigantes) já tocou o coração de mais de um milhão de pessoas em todos os continentes. Filme aclamado pela crítica mundial e considerado o melhor filme cristão de todos os tempos. Mais de 3.000 pessoas por todo o mundo já enviaram e-mails para os produtores do filme dizendo que entregaram suas vidas a Jesus após terem assistido.

Vejam o que acontece quando pedimos a Deus uma verdadeira transformação. Ele nos dará “muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos”. É só não nos conformarmos com o nível espiritual que temos agora. Deus se agrada quando queremos aprofundar nosso conhecimento a respeito Dele (Os. 6. 6); ele também se agrada quando nos quebrantamos diante Dele e buscamos a sua intimidade (2Cr. 7. 14, 15).

Não devemos nos conformar com o nível de espiritualidade que temos hoje, pois isso significa que estamos conformados em ver tantas almas indo ao inferno. A inércia espiritual nos mostra que estamos indiferentes, insensíveis ao clamor da humanidade pela verdadeira salvação. Em suma, isso significa estar conformado com o mundo.

Fomos chamados para vivermos incomodados pela situação que nos cerca. a) O teu melhor amigo não tem salvação e está indo ao inferno, isso não te incomoda? b) Teu marido ainda não está salvo; infelizmente ele vai passar a eternidade no inferno, isso não te incomoda? c) Você sabe muito bem o que acontecerá com a sua esposa que ainda não tem a salvação de Cristo, isto não te incomoda? d) E o que dizer de sua mãe, de seu irmão, de sua irmã, de seu filho, de sua filha? A eternidade deles não te incomoda? Meus amados irmãos, não se conformem! Lembre-se que você foi chamado para se sentir constantemente incomodado, enquanto ao teu redor todos não tiverem sido salvos. Você foi chamado para não se conformar com esta triste situação; você foi chamado para pregar, portanto, PREGUE! Não se preocupe se suas palavras parecerão convincentes, tão somente pregue, pois quem convencerá da necessidade de aceitar a Cristo não serão suas palavras, nem o seu poder de persuasão, mas sim o Espírito Santo de Deus. Lembro-me bem das palavras do Pr. Rogério Scheiddeger, quando no dia 08/05/04 pregou na Igreja Batista 5 de Maio ele falou as seguintes palavras que muito me impactaram: “Seja pregador da palavra, e o Espírito faz o resto”. Ou seja, quem irá transformar a vida daqueles que te ouvirão será o Espírito Santo, pois Dele é o poder, e não seu.

Ao falar em transformação, me vem novamente à memória o fato de quando visitei o Pr. Rogério Sheiddeger, juntamente com o Pr. Marcelo Mateus (da Igreja Episcopal de Recife), em sua casa. Lembro-me muito bem, quando já debilitado pela doença, ele pegou um ornamento de móvel no formato de uma pirâmide, e disse: “Eu estou deste lado da pirâmide, e por isso só posso ver o que acontece deste lado. Enquanto isso, Deus está no topo da pirâmide, vendo tudo o que acontece nos quatro lados da pirâmide, simultaneamente. Eu não sei por que hoje estou assim, nesta condição. Mas Deus sabe!”.

Amados, o mesmo nos ocorre quando somos transformados por Deus. Não sabemos o que nos virá pela frente. Só uma certeza nós temos, e isso nos basta: que aquilo que virá, mesmo que momentaneamente pareça mau aos nosso olhos, é o melhor de Deus para nós. O crente não deve temer a transformação, mesmo que ela nos leve à morte física. Deve-se lembrar o crente, que a morte eterna não tem mais poder sobre nós.

A transformação feita por Deus é completa. Realizar-se-á em todas os lados: interno e externo. Será uma transformação que servirá de testemunho a todos que o cercam. A transformação será feita de uma forma onde todos irão contemplar e desejar ser transformados por Deus. AMÉM!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Fuja do Carnaval


Eu não sei você, mas eu não conheço festa mais carnal e diabólica que o carnaval. Até parece que os portões do inferno se abrem e toda criatura maligna fica à solta, brincando com a humanidade. É sempre a mesma coisa: sexo, bebidas (e muita!), drogas, brigas, músicas indecentes, lares destruídos, relacionamentos rompidos, acidentes de trânsito à beça, enfim... nada, absolutamente nada do carnaval se aproveita. Muitos chegam a gastar até o que não tem para curtir um momento que dura apenas 4 dias.

É incrível a capacidade humana para a autodestruição! Como a Palavra de Deus nos diz, o homem não tem a capacidade para escolher aquilo que é bom. Deve ser por isso que Cristo nos falou: “Vós não me escolhestes a mim mas eu vos escolhi a vós...” (Jo. 15.16).

Com a queda do homem lá no jardim do Éden, perdeu-se a capacidade de se escolher aquilo que é bom. Por isso mesmo que o profeta Jonas, pelo Espírito de Deus, nos diz: “Ao Senhor pertence a salvação” (Jn. 2.9). Veja: quem salva é o Senhor, e não nós quem nos salvamos! O homem não tem a capacidade, sequer, de se convencer da sua condição pecaminosa. Sabendo disso, Deus incumbiu ao Espírito Santo a seguinte missão (dentre outras): convencer o homem do pecado (Jo. 16. 8).

Por isso, conclamo a igreja para que ore pela salvação daqueles que “brincarão” o carnaval (na verdade, é o carnaval e os espíritos por trás desta festa que brincarão com eles). Ore principalmente pelos nossos familiares não crentes. Mas não apenas ore, pregue também, pois Deus só quer que a gente fale (por palavras e por vida), e a obra de convencer será do Espírito Santo, e não nossa.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Tentei ser um cristão.


“Em toda a minha vida, tentei ser um cristão”.

A frase acima não é de minha autoria, mas de um padre pernambucano, cujo nome não me recordo no momento. Sábias e honestas palavras.
Semanas atrás estive vasculhando alguma coisa interessante na internet, e me deparei com um imbecil que postou um vídeo no youtube. É mais um hunter da fama. Ele critica o natal taxando-o como uma festa hipócrita, onde familiares que nunca lembram de você durante o ano inteiro, ligam, ou mesmo aperecem em sua casa desejando feliz natal e toda sorte do mundo para o ano vindouro. Até aí nada demais. Só falou o óbvio. Mas no meio de tanta imbecilidade, eis uma pérola: “Hoje em dia falar o termo 'cristão hipócrita' chega a ser um pleonasmo”. Ora, convenhamos, é de tirar o chapéu.
Eu sei que Cristo não tem culpa alguma da nossa hipocrisia. Meu Cristo é mais uma vez vítima do que o catolicismo, protestantismo, evangelicalismo e tantos outros “ismos” fizeram com ele. A humanidade achou pouco a crucificação e terminou em multila-lo e desova-lo mundo à fora. Enfim, me diga com toda a sinceridade: Quem realmente consegue ser um cristão autêntico?
1) Quem é que vende os bens e vive em comum com os demais cristãos?
2) Quem é que ama o próximo como si mesmo?
3) Quem é que ama a Deus sobre todas as coisas?
4) Quem é que chora pela dor do próximo?
5) Quem é que adoece a alma motivado pela fome no continente africano?
6) Quem é que faz alguma coisa para acabar com a miséria no mundo?
7) Quem é que está mais interessado em ajudar ao próximo a fazê-lo crescer?
8) Quem é que não se importa em acumular bens (onde a traça e a ferrugem consomem)?
9) Quem é que considera os outros superiores a si mesmo?
10) Quem é que dá o outro lado da face para o agressor?
11) Quem é que ama seus inimigos?
12) Quem é que bendiz àquele que o maldiz?
13) Quem consegue viver em espírito?
14) Quem é que não comete adultério (mesmo que somente no coração)?

Fica a reflexão.