segunda-feira, 24 de maio de 2010

Quebrantamento


Sem ânimo para viver... este foi meu sentimento assim que obtive o resultado do concurso da CEF. Bateu-me um desânimo muito grande, um sentimento de que não foi desta vez e de que nunca chegará meu dia. Tomei meu banho chorando, liguei o chuveiro e deixei a água escorrer pelo meu corpo enquanto, cabisbaixo, chorava. Ao terminar o banho tive a lembrança de algo que sempre tive vontade de fazer: peguei minha cadeira de praia, pus no meu fusquinha e dirigi-me à praia de Pajuçara. O clima estava agradável, o vento não estava tão forte e tão frio; muito bom. Ali, pus-me a conversar com Deus, sem máscara. Rasguei-me diante Dele e expus tudo que estava em meu peito a me afligir. Comecei brigando com Ele, culpando-o pelo meu fracasso, pedindo até que Ele me retirasse a vida ou, ao menos, separar-me de Ari, pois não queria que as "maldições divinas" pudesse atingi-la - que tem um coração lindo, puro e ingênuo como uma criança. Não a toa digo sê-la minha bebezinha.

Mas logo de imediato comecei a chorar, ou melhor, a gemer de tristeza. Derramei-me diante de Deus; clamei, de todo o meu coração, alma e consciência: ENXERGA-ME! Por diversas vezes repeti o clamor. Levei minhas mãos ao rosto, enquanto lágrimas corriam pelo meu rosto. Em seguida, reconheci minha condição corrompida e nojenta, senti-me mais desgraçado que satanás. Reconheci que sou o mais miserável dos pecadores, pior mesmo que um animal. Finalmente reconheci algo que meu orgulho me impedia de reconhecer: que minha capacidade de compreensão das coisas é muitíssimo pequena, que minha estrutura emocional é destruída, enfim, reconheci que não sou normal, como os demais são. NÃO TENHO INTELIGÊNCIA! Este é o meu espinho na carne! Ao colocar tudo isso para fora, senti uma paz inexplicável. Pensei até que iria sair pior do que quando cheguei à praia. Não esperava esse quebrantamento. Aliás, meu intuito era de brigar com Deus. Ali mesmo reconheci a bondade de Deus; minha consciência foi tomada pela certeza da bondade de Jesus, e do quão bom Ele é e sempre foi. Comecei a louvar a Jesus Cristo. Deus falou comigo! Eu sei! Ele falou através da lembrança de que o preço pago na cruz do Calvário foi e é suficiente! Lembrança de que aconteça o que acontecer, a salvação de minha vida já basta! A minha graça te basta, e devolve-me a alegria da Tua salvação foram textos bíblicos que me vieram à mente. Veio-me também, à mente, as palavras de minha pequena Ari quando, ao desabafar meu estado de espírito, ontem à tarde (domingo), ela me indagou: onde está o seu tesouro? Hoje percebi que meu tesouro estava, todo este tempo, na procura pela estabilidade financeira. Como sou pequeno!
Eu sei: a salvação de Jesus Cristo é suficiente. E esta certeza me encheu de paz, alegria, ânimo. Louvo ao meu Deus pelo milagre que Ele operou em minha vida, pois Ele me deu não aquilo que eu desejava, mas sim o que eu realmente precisava: cura, libertação e um novo direcionamento.

Eu o amo Jesus! Realmente o amo muito! O Senhor sabe mesmo como cuidar de mim.

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