
Este pequeno texto foi produzido para a confecção de folder's do acampamento da Jubal, quando da minha estada como presidente desta instituição.
Não erro ao dizer que a batalha mais duradoura do mundo é a batalha do crente. É uma batalha que começa quando adquirimos consciência e só termina no final de nossas vidas. Esta batalha a que me refiro é a batalha espiritual. É uma batalha onde o mero armamento humano não é suficiente, onde todas as estratégias oriundas da inteligência humana nada podem fazer. O apóstolo Paulo, na carta aos efésios capítulo 6 e versículo 11, nos dá a orientação da única estratégia capaz de vencer a batalha: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo”. Revestir-se da armadura de Deus, aqui está o cerne de nossa batalha. Costumo dizer que seguir uma vida de santificação é o mesmo que tentar se construir uma casa em meio às dificuldades; na chuva, com o cimento sendo espalhado pelo vento, a argila, a areia e a massa sendo arrastados pelas águas, os tijolos sendo destruídos por outros, enfim, já se imaginou construindo uma casa assim com tantas situações adversas?
O pior de tudo é saber que o diabo não apenas se utiliza de nossas fraquezas, como também – e porque não dizer principalmente – de nossas paixões, ou seja, daquilo que aparentemente não seja pecado, mas que se torna à medida que valoramos algo de tal forma que venha tomar a prioridade de nossas vidas, que só a Cristo deve pertencer. C. H. Spurgeon, em seu célebre livro intitulado Batalha espiritual, nos diz que a armadura de Deus “... é o sangue de Cristo e que este sangue é santidade.” Assim, vemos a grande importância de sermos santos, pois não apenas fomos lavados pelo sangue do Cordeiro, como também o carregamos conosco, sendo ele a marca de Cristo em nossas vidas e o que nos faz “irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo”(Fp.2.15).
Mas, uma pergunta que não quer calar, o que a língua tem a ver com tudo isto? O próprio Jesus Cristo nos fala em Mt. 15.18 que “o que sai da boca, procede do coração, e isso contamina o homem”. Agora sim, podemos começar a entender a importância que a língua exerce no processo de santificação. Ela é um simples meio para se exteriorizar os nossos pensamentos e intenções.
E você? Como está utilizando sua língua? Que prioridade você está dando-a? Ela edifica mais do que danifica? Maldiz mais do que bendiz? O que há no seu coração?
Porque Quem quer amar a vida, E ver os dias bons, Refreie a sua língua do mal, E os seus lábios não falem engano”(1Pe. 3.10). Eis aqui mais um desafio em meio a nossa batalha espiritual que nos fará pensar nestes quatro dias de acampamento.
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