Se a verdade não se expõe, as vozes, os trejeitos e o silêncio sinalizam.
Sinalizam uma verdade escondida, camuflada de mentira, recheada de paradigmas;
Criadas para forjar veredas essencialmente construídas, mas existencialmente destruídas.
Destruídas pelo medo e pela sublevação de sentimentos egoístas que levam à morte interior.
Dores à bolor, que tergiversam os recônditos d’alma, e que nem os olhos conseguem expor.
Expor o desejo de recomeçar a trilha percorrida, enchê-la de paz, alegria, esperança, vida, harmonia... mas não pode parar. Nem mesmo pensar. Não, não agora... nem depois.
Não pode retornar para recomeçar. Recomeçar de uma maneira diferente. O que construí existencialmente solidificou aquilo que sou;Obdura os olhares e julgamentos alheios, e assim preso eu estou.
Preso como personagem pintado num quadro; Sem poder de (re)ação. Sou o autor deste quadro: artista de mim mesmo.
Mas espere! Esse não sou eu! Sou mais do que esse quadro. Ei, olhem bem para mim, sou muito mais do que este emoldurado. Esses olhos expressos no quadro... não queria ser assim lembrado. Está tão limitado!
A paisagem atrás de mim é tão triste, não tem vida, cor... E agora? Alguém pode destruir este quadro? Queria ser de outra forma pintado! Não, não há! Estou exposto no museu do mundo, um museu caro, muito caro.
Mesmo que morra, para quem vislumbrar esse quadro,
É assim que serei para sempre lembrado.
E assim, vitimou mais um o pecado.
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