quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

QUANDO ACONTECE...

O pior poderia acontecer a qualquer momento.

É, poderia. Não aconteceu porque não tinha de acontecer.

Não era hora de acontecer.

Não queria que acontecesse e não aconteceu, para meu alívio.

Se fosse para acontecer, teria acontecido.

Na hora que eu não queria, e provavelmente de um jeito que também não queria. Mas

aconteceria...

Fico a imaginar o que teria acontecido se tivesse acontecido.

Seria o acontecimento idealizado para não ter acontecido, nem consentido.

Consentir com o que não deveria acontecer? Quero eu consentir com o que deveria

acontecer... mas ele também não acontece.

Diacho! Só acontece o que não quero que aconteça...

 E só não acontece o que quero que não aconteça.

Assim já não sei mais onde estou: se inferno ou paraíso.

Porque quando acontece o que quero que aconteça, provavelmente vai ser do jeito que não
deveria acontecer;

E quando acontece do jeito que deveria acontecer, não vai acontecer na presença de quem
gostaria que assistisse o acontecido.

Sim, seria um acontecimento sonhado, idealizado, mas não realizado.

Seria o mesmo que nunca tivesse acontecido. Porque a existência do acontecimento está em
você, só você.

Não, não se surpreenda. A sua presença é quem faria o acontecimento.

Afinal, você não estando era o mesmo que não acontecer... o mesmo que não existir.

A bem da verdade, sem você o mundo nunca existiu.  Não ao menos para mim.

Porque quando vejo o acontecido, é só um isso e nada mais. Ele não passou a existir... em
mim.

Isso, falo por mim. Não por você. Queria eu falar por mim e por você.

Que o que acontecesse e passasse a existir em você fosse o mesmo para mim.

Assim não faria questão de falar de você e de mim.

Talvez assim, a realização do sonhado e idealizado teria sim suplantado o que aconteceu... mas
que nunca existiu.

E o pior nunca poderia acontecer a qualquer momento.

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