O pior poderia acontecer a qualquer momento.
É, poderia. Não aconteceu porque não tinha de acontecer.
Não era hora de acontecer.
Não queria que acontecesse e não aconteceu, para meu alívio.
Se fosse para acontecer, teria acontecido.
Na hora que eu não queria, e provavelmente de um jeito que também não queria. Mas
aconteceria...
Fico a imaginar o que teria acontecido se tivesse acontecido.
Seria o acontecimento idealizado para não ter acontecido, nem consentido.
Consentir com o que não deveria acontecer? Quero eu consentir com o que deveria
acontecer... mas ele também não acontece.
Diacho! Só acontece o que não quero que aconteça...
E só não acontece o que quero que não aconteça.
Assim já não sei mais onde estou: se inferno ou paraíso.
Porque quando acontece o que quero que aconteça, provavelmente vai ser do jeito que não
deveria acontecer;
E quando acontece do jeito que deveria acontecer, não vai acontecer na presença de quem
gostaria que assistisse o acontecido.
Sim, seria um acontecimento sonhado, idealizado, mas não realizado.
Seria o mesmo que nunca tivesse acontecido. Porque a existência do acontecimento está em
você, só você.
Não, não se surpreenda. A sua presença é quem faria o acontecimento.
Afinal, você não estando era o mesmo que não acontecer... o mesmo que não existir.
A bem da verdade, sem você o mundo nunca existiu. Não ao menos para mim.
Porque quando vejo o acontecido, é só um isso e nada mais. Ele não passou a existir... em
mim.
Isso, falo por mim. Não por você. Queria eu falar por mim e por você.
Que o que acontecesse e passasse a existir em você fosse o mesmo para mim.
Assim não faria questão de falar de você e de mim.
Talvez assim, a realização do sonhado e idealizado teria sim suplantado o que aconteceu... mas
que nunca existiu.
E o pior nunca poderia acontecer a qualquer momento.
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